terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Banco Central define data para o Fim da Cobrança de Boletos sem Registro

A partir de Janeiro de 2017, os boletos de cobrança bancária serão obrigatoriamente registrados pelo beneficiário no banco emitente. Na prática isto significa que nenhum boleto bancário poderá ser emitido sem a vinculação do pagador com CPF para pessoas físicas e CNPJ para as pessoas jurídicas, como acontece atualmente.

A circular No 3.656/2013 emitida pelo Banco Central do Brasil, criou um hiato de 4 anos para a transição definitiva, e visa basicamente padronizar os boletos deixando-os com uma linguagem mais simples. Vale lembrar que, sempre que o governo quer “simplificar”, complica a vida de todo mundo.
Atualmente 80% dos boletos emitidos pelos condomínios não tem registro bancário, isto se justifica pois a adesão pela modalidade “sem registro” é mais barata ( cerca de 50% menos onerosa) e com um controle eficiente por parte da administradora e do sindico, evitam-se problemas na identificação das receitas, desonerando ainda o caixa do condomínio.

As principais mudanças referentes à emissão dos boletos com registro são as seguintes:
1- O termo “CEDENTE” passa a se chamar “Beneficiário”;
2- O termo ‘SACADO” passa a se chamar “PAGADOR’; e:
Os boletos devem conter obrigatoriamente:
3- Nome e CPF ou CNPJ do Beneficiário;
4- Endereço do Beneficiário;
5- Nome e CPF ou CNPJ do Pagador;
6- Valor e data de vencimento.

Não será mais permitido gerar boleto sem valor e sem data de vencimento.

Através do cronograma abaixo, o Banco Central vem gradualmente implementando as mudanças previstas na circular, que necessariamente precisam de readequações por parte dos condomínios, a fim de evitar problemas no recebimento das taxas condominiais.
CRONOGRAMA DE TRANSIÇÃO ADOTADO PELO BANCO CENTRAL

DATA
AÇÃO BANCÁRIA

Junho/15
Cessar a oferta da Cobrança sem Registro para novos clientes e atuais

Agosto/2015
Inicio da operação da base centralizada de beneficiários

Dezembro/2016
Término da migração das carteiras de Cobrança sem Registro para registradas

Janeiro/2017
Inicio da operação da base centralizada de títulos conforme Circular
3.656/13

Sem dúvida nenhuma a nova determinação já preocupa bastante os síndicos e condomínios especialmente quanto à obrigatoriedade de lançamento do CPF ou do CNPJ na origem de emissão dos boletos.

O impacto administrativo direto para os síndicos e gestores condominiais, se dará na clara necessidade dos condomínios em manter um cadastro de condôminos muito mais atualizado, evitando a eventual possibilidade de não se emitir o boleto da taxa condominial ao condômino pagador, em virtude da obrigatoriedade da vinculação do CPF do condômino no boleto, e os bancos certamente irão rejeitar o pagamento caso todas as instruções não estejam completas.
Outro detalhe importante e relevante para os síndicos, são aqueles que envolvem diretamente os inquilinos e as imobiliárias. A política administrativa do condomínio deverá ser firme e determinar de forma clara, qual informação será vinculada no boleto. Vejamos alguns exemplos práticos: os inquilinos vão exigir que seu CPF conste no boleto porque senão eventualmente podem se negar a pagar com outro CPF.

Por outro lado as imobiliárias defendendo os interesses dos proprietários, certamente irão solicitar aos síndicos e condomínios que conste o CPF do dono do imóvel no boleto para efeito de informação junto imposto de renda.

E quando houver cobrança de taxa extra? Os condomínios terão que emitir um boleto da taxa condominial para o inquilino referente às despesas ordinárias, e outro boleto de taxa extra referentes às benfeitorias com cadastros diferentes? Dificuldades à vista, com certeza.
O maior problema enfrentado pelos síndicos consiste na atualização cadastral por parte dos condôminos. Na maior parte dos casos, quando os síndicos distribuem um cadastro para atualização de dados ao condômino, 20%(vinte por cento) os devolvem preenchidos, ou seja, a grande maioria não dá a menor atenção ao cadastro.

Uma das saídas viáveis administrativamente para solucionar a falta de informações proveniente dos condôminos quanto aos dados cadastrais, seria o requerimento das certidões de ônus reais junto ao cartório de registro de imóveis da região, que possibilita ao sindico a informação dos documentos pessoais dos proprietários, viabilizando a cobrança registrada.
Evidentemente que, em muitos casos alguns imóveis são vendidos não sendo averbados no registro de imóveis pelo comprador, todavia para se iniciar uma busca pelas informações, seria um bom começo.

Infelizmente as certidões irão custar ao caixa o condomínio, entretanto soluciona-se a emissão dos boletos vinculados.
Com a mudança da forma de cobrança dos boletos e a inserção de novas informações, o cadastro das unidades é de fundamental importância neste contexto. Como já dito, os condôminos dificilmente devolvem os cadastros com as informações cadastrais, fato este que trará aos síndicos grande desgaste na geração completa dos boletos das taxas condominiais.
A única certeza que temos neste momento é que, haverá muito mais trabalho para as administradoras e muito desgaste emocional para os síndicos junto aos condôminos, em especial quanto ao detalhamento de informações, e consequentemente futuras dificuldades na elaboração e emissão dos boletos, podem aguardar!

O papel das administradoras neste momento de transição da cobrança sem registro para a cobrança registrada será crucial. Por se tratar de uma resolução recente, muitas dúvidas ainda irão surgir por parte dos gestores condominiais, porém o prazo de finalização do processo de cobrança sem registro se dará apenas janeiro de 2017, havendo, portanto bastante tempo hábil na adaptação e readequação dos procedimentos necessários visando atender as novas determinações do Banco Central.
O apoio técnico das administradoras e empresas de assessoria contábil aos síndicos e condomínios, será de suma importância principalmente na adoção de medidas administrativas cadastrais preventivas que possibilitem o cadastramento antecipado das informações dos condôminos com exatidão, pode ser o grande diferencial.

Uma assessoria profissional personalizada e presente, evitará num breve futuro eventuais aborrecimentos aos gestores condominiais na emissão dos boletos e principalmente na possível perda de arrecadação futura apenas por falta de organização e planejamento estratégico para lidar com a mudança.

Por: Aldo Junior
Matéria Veiculada na Folha do Sindico Edição Agosto/2015

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Salário mínimo em 2016: veja o que muda com o novo valor

O reajuste do salário mínimo, que passará de R$ 788 para R$ 880 no primeiro dia do ano,também aumenta o valor de benefícios e serviços que usam o piso como referência. Veja onde o aumento de R$ 92 (ou 11,6%) reflete.

Seguro-desemprego:
O aumento do salário mínimo reajusta o valor do seguro-desemprego – cuja parcela mínima passa de R$ 788 para R$ 880. O benefício foi instituído em 1990 e é concedido ao trabalhador desempregado sem justa causa.

Abono salarial:
O benefício equivale a um salário mínimo vigente, ou seja, sobe de R$ 788 para R$ 880.

O abono é pago anualmente aos trabalhadores que recebem remuneração mensal de até dois salários mínimos. Atualmente o dinheiro é pago a quem tenha exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias consecutivos ou não, no ano, esteja cadastrado no PIS (empregado da iniciativa privada) ou Pasep (servidor público) por pelo menos 5 anos, e cujo empregador tenha declarado o trabalhador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do ano base.

Contribuições ao INSS:
Para as empregadas domésticas que recebem salário mínimo e que recolhem 8%, a contribuição passa de R$ 63,04 para R$ 70,40. A parte do patrão, que também contribui com 8% do salário, sobe para R$ 70,40. Se recolher as duas partes, pagará R$ 140,80.
No caso de quem aderiu ao plano de contribuição simplificada (para donas de casa e estudantes, por exemplo), o recolhimento ao INSS, que era de R$ 86,68 (11% sobre o mínimo), passa para R$ 96,80.

Seguro-defeso:
O seguro-defeso é um benefício de um salário mínimo pago para os pescadores que exercem atividade exclusiva e de forma artesanal. Tem direito ao benefício o pescador com registro de pelo menos um ano. O valor é concedido nos períodos em que a pesca é proibida para permitir a reprodução da espécie. O benefício passa de R$ 788 para R$ 880.

Ações nos juizados:
O reajuste do mínimo ainda afeta o teto permitido para se ajuizar uma ação. No Juizado Especial Federal, por exemplo, pode entrar com ação, sem advogado, quem tem valor a receber de até 60 salários mínimos. De R$ 47.280, o limite passa a ser de R$ 52.800.
No Juizado Especial Cível, o valor das ações também é calculado com base no mínimo. Quem quiser entrar com ação que envolva até R$ 17.600 (ou 20 salários mínimos), sem advogado, está liberado. Em 2015, o teto é de R$ 15.760.


Fonte: G1

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Dólar opera instável de olho em Congresso e Fed

O dólar opera instável ante o real nesta quarta-feira (2), abrindo acima de R$ 3,86 e depois cair a R$ 3,84, após o adiamento de votações importantes no Congresso e antes de declarações da chair do Federal Reserve (banco central dos EUA), Janet Yellen, que podem trazer novas pistas sobre o futuro dos juros do banco central norte-americano.
Às 10h20, a moeda norte-americana subia 0,11%, a R$ 3,8593 para venda.
Veja a cotação ao longo dio dia:
Às 9h09, subia 0,24%, a R$ 3,8645.
Às 10h, subia 0,08%, a R$ 3,8581.


Na véspera, o dólar caiu 0,81%, a R$ 3,8549 para venda, após atingir R$ 3,9045 na máxima e R$ 3,8346 na mínima da sessão. No ano, há valorização acumulada de 44,99%.

Intervenção do BC
O Banco Central dará continuidade, pela manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em janeiro, com oferta de até 11.260 contratos, que equivalem a venda futura de dólares.

O BC realizou na terça leilão de venda de até US$ 500 milhões com compromisso de recompra. Segundo a assessoria de imprensa do BC, a operação não tem como objetivo rolar contratos já existentes

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Energia elétrica: Câmara repassa ao consumidor custos da seca

Por 251 votos favoráveis, 173 contrários e cinco abstenções, deputados aprovaram a Medida Provisória (MP) 688/2015, que repassa para o consumidor, por meio de bandeira tarifária, custos para cobrir o risco de menor produção de energia devido à seca de 2016, o chamado risco hidrológico. Além disso, a medida também autoriza novos leilões de hidrelétricas, com os quais o governo pretende arrecadar R$ 17 bilhões. O Plenário da Câmara vota neste momento destaques apresentados ao texto.
A matéria ainda estabelece prorrogação de contratos das usinas ou suas concessões para compensar prejuízos de 2015 com menor geração de energia. Calcula-se que os prejuízos acumulados estão na casa dos RS 13 bilhões. As perdas financeiras referentes a este ano não serão repassados ao consumidor final devido à extensão da vigência dos contratos pelo tempo necessário à amortização do valor.
O texto-base da medida só foi aprovado após três horas de discussão. Oposição e situação apresentavam argumentos divergentes sobre possíveis impactos na conta de luz do consumidor. Parlamentares governistas defendiam que a população não será afetada com alta no valor tarifário, já que a gestão de novas usinas hidrelétricas serão concedidas àqueles que oferecerem o menor preço de tarifa.
Especificamente sobre o risco hidrológico, o deputado Givaldo Vieira (PT-ES) disse que a proposição visa pacificar uma questão judicial. Segundo ele, para manter o nível dos reservatórios face à seca, hidrelétricas que geraram menos tiveram que comprar energia mais cara no mercado, para não descumprir metas contratuais. Givaldo disse que as empresas costumavam acionar a esfera judicial para não arcar com o prejuízo.
“Essa MP cria oportunidade para solucionar esse imbróglio e impedir que o setor elétrico deixe de funcionar”, afirmou em plenário.
Glauber Braga (Psol-RJ) refutou o argumento. Para ele, a medida só retira o risco da empresa geradora de energia, já que há um histórico de liminares favoráveis das empresas que recorreram à Justiça. “Esse risco não é mais das empresas a partir do momento que a Justiça garante esse direito. Com a medida, a gente passa o risco somente ao consumidor”, contra-argumentou.
O deputado fluminense também afirmou que, caso a matéria seja aprovada sem alterações, o trabalhador acabará penalizado pela falta de previsão do governo e das empresas em relação às chuvas. “O pagamento, que deveria ser feito através de investimentos em infraestrutura por parte das operadoras para minimizar o risco, vai ser feito quase que exclusivamente pelo cidadão. Isso a gente não pode aceitar”, disse.
Troca de farpas
Alfinetadas e provocações também não faltaram durante a sessão. Ao falar pelo PSDB, o deputado Nilson Leitão (MT) disse que a proposição do Poder Executivo, e aprovada como projeto de lei de conversão, “empobrece” o povo brasileiro. “Cada dia que passa o brasileiro está mais pobre, enquanto a presidente Dilma está lá, editando medidas provisórias como essa”, opinou.
“É de uma irresponsabilidade, em momento de crise econômica, onde o governo quebra o mercado, quebra a população e, agora, quer empobrecer o povo ainda mais. É uma covardia o que o governo está fazendo com o Brasil”, completou.
Vice-líder do PT na Casa, o deputado Carlos Zarattini (SP) rebateu. Primeiro, defendeu a medida, ao dizer que a MP procura “garantir as condições para que a gente possa evoluir no fornecimento, garantir estabilidade do sistema energético e baratear o sistema”. Contudo, segundo ele, a oposição procura confundir os eleitores, ao “mentir descaradamente dizendo que a energia vai aumentar”.
“Oposição, venha para o debate real. Saia da ilha de fantasia de querer fazer impeachment. [...]Nós, do PT, vamos continuar fazendo propostas e enfrentando o debate. Vem para o debate, oposição, para de se esconder na palavra de ordem vazia do impeachment”, provocou.

Fonte: UOL

Dólar opera com instabilidade, após superar R$ 3,80

O dólar opera em queda sobre o real nesta terça-feira (10), em sessão marcada por instabilidade e baixo volume de negócios e pela atuação do Banco Central, que compensava em parte a aversão a risco nos mercados globais provocada por dados fracos sobre a economia chinesa.
Às 16h40, a  moeda norte-americana caía 0,2%, a R$ 3,7920, após atingir R$ 3,8250 na máxima da sessão.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h10, subia 0,23%, a R$ 3,8085.
Às 9h20, subia 0,38%, a R$ 3,8142.
Às 10h29, caía 0,17%, a R$ 3,7932.
Às 11h09, caía 0,22%, a R$ 3,7910.
Às 12h10, caía 0,02%, a R$ 3,8005.
Às 12h59, caía 0,32%, a R$ 3,787.
Às 13h18, caía 0,21%, a R$ 3,7917.
Às 14h20, caía 0,19%, a R$ 3,7925.
Às 14h50, caía 0,03%, a R$ 3,8250.
Às 15h25, subia 0,01%, a R$ 3,80.
Às 15h50, caía 0,22%, a R$ 3,7914.
Às 16h15, caía 0,18%, a R$ 3,7928.

Na véspera, o dólar subiu 0,99%, a R$ 3,7997 na venda. No mês, o dólar acumula queda de 1,63% e no ano, valorização de 42,92%.

Ação do BC

"O leilão do BC traz algum alívio, apesar dos dados da China. Mas a verdade é que a liquidez está muito pequena e isso deixa o mercado bastante sensível", disse o operador de um banco internacional, sob condição de anononimato.
O Banco Central ofertará nesta tarde até US$ 500 milhões com compromisso de recompra. A operação, que não tem como fim rolar contratos já existentes, acontecerá em duas etapas: entre 15h15 e 15h20, o BC ofertará dólares com recompra em 4 de abril de 2016 e, entre 15h30 e 15h35, com recompra em 5 de julho de 2016.
O BC também deu continuidade, nesta manhã, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro. Até agora, a autoridade monetária rolou o equivalente a 3,552 bilhões de dólares, ou cerca de 33% do lote total, que corresponde a 10,905 bilhões de dólares.

China e EUA 

A atuação do BC compensava parcialmente o impacto negativo de dados fracos vindos da China. O índice de preços ao consumidor na segunda maior economia do mundo avançou 1,3% em outubro sobre um ano antes, abaixo da alta de 1,5% prevista por analistas em pesquisa da Reuters. Já o índice de preços ao produtor recuou 5,9% no período, ante expectativa de queda de 5,8%.

Sinais de fraqueza na China, combinados com apostas cada vez mais fortes de que os juros norte-americanos começarão a subir no mês que vem, vêm levando investidores a evitar ativos de maior risco, como aqueles denominados em moedas emergentes.
"Dados fracos de inflação na China voltaram a alimentar preocupações sobre o desempenho da economia mundial", disse o operador da corretora Correparti Ricardo Gomes da Silva.


Fonte: G1.com